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domingo, 31 de março de 2013 0 Diz ai!

Façamos!

Tem dias que sinto perder o chão, a oportunidade, aquele brilho bacana que os olhos tranquilos refletem, tem dias que nem me conheço mais, e por passar por tormentos assim, resolvi tomar pequenas medidas de conduta, a pior parte é que quase sempre caio em contradição, e depois de viver muitas coisas na vida, escapar sentimentos, vejo que não sou tão bacana assim, sou meio frio, meio chato, meio carente de amor, carinho, atenção e essa carga toda de sentimentos que para muitas pessoas não passa de balela. 
O caminho do amor é longo, hoje em dia nem sei se de fato amei alguém na vida, ou apenas me acostumei com a ideia de ter alguém íntimo para dividir intimidades, angustias e outros dilemas. Isso não quer dizer que eu esteja desejando ser um ser solitário, conheço-me bem para saber que preciso sim de outra pessoa para fazer minha felicidade acontecer. Adoro passar uns dias cuidando daquilo que me agrada, vendo o que é preciso ganhar mais atenção, melhorar e evoluir por etapas. 
Só que também percebi que não se pode amar sozinho, tem que ter interação das duas partes, a mesma carga de carinho, atenção ou quem sabe viver a eterna canção do Chico Buarque - Futuros Amantes, e poder filtrar todos os dias aquela carga de carinho. 
Estou magoado, cansado e já levantei a bandeira branca. Devo esperar meu coração tomar uma boa atitude, porque a vida dá voltas... e quem sabe em uma dessas voltas a gente se esbarre! 

domingo, 24 de março de 2013 0 Diz ai!

Clarice Lispector.

Dá-me a tua mão

Dá-me a tua mão: 
Vou agora te contar 
como entrei no inexpressivo 
que sempre foi a minha busca cega e secreta. 
De como entrei 
naquilo que existe entre o número um e o número dois, 
de como vi a linha de mistério e fogo, 
e que é linha sub-reptícia. 

Entre duas notas de música existe uma nota, 
entre dois fatos existe um fato, 
entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam 
existe um intervalo de espaço, 
existe um sentir que é entre o sentir 
- nos interstícios da matéria primordial 
está a linha de mistério e fogo 
que é a respiração do mundo, 
e a respiração contínua do mundo 
é aquilo que ouvimos 
e chamamos de silêncio.
segunda-feira, 11 de março de 2013 0 Diz ai!

Passando para um café!

Oi estimados, alguns longos dias sem dar o ar da graça por aqui, porém cá estou, leve, feliz e com um HD recheado de coisas para ver, ouvir e compartilhar. Ausente como sempre, pensativo como nunca e super confiante em alguns projetos.
Li uma porção de blogs por esses dias que fiquei atoa, acabei escrevendo muita coisa pessoal, coisas que preciso revisar para ver o que está muito real ou aquilo que deixei a imaginação ou a emoção tomar conta. Achei muito importante esses dias que passei ausente. Foi necessário cada momento de solidão, raiva e pensamentos. Acabei encontrando traços da minha real personalidade, fiz fazer valer algumas frases que já li na vida, acabei recuperando aquela coisa do amor próprio que tinha esquecido guardada no armário e ao contrário do que pensei quando li a seguinte frase: - Não troco uma vida por uma noite de diversão! Fitei meus pensamentos nisso. Depois de um ocorrido e que foi muito bom ter vivenciado tudo aquilo, de um lado o amor, estabilidade, preocupações, reciprocidade, avanços que totalizam quase onze meses de namoro e do outro, uma cantada apelativa, aguçando desejos, outras vontades e bem antes de poder quem sabe fazer as vontades do corpo, acabei ouvindo aquele estalo que o coração proporciona, um aviso ao navegante, algo do tipo. Conclui que essa frase não é para qualquer pessoa usar, porém o momento não quer saber dos dias que você passou nutrindo um amor para só assim ganhar nome e forma. Tomei isso como uma pequena prova de fogo, por onde passei e divaguei essas ideias numa boa xícara de chá, sim, dispensei o café que tanto gosto, por algo natural e revigorante. E fiquei feliz nessas pequenas atitudes que ando tomando. 

E nesse meio tempo estive com ótimos amigos, comemorei meu aniversário, ganhei uma reuniãozinha surpresa, um carnaval maravilhoso, estabilidade na minha família e o amadurecimento nas atitudes que é o mais gratificante. Obrigado aos amigos blogueiros pelas felicitações, aos clientes e amigos que já solicitaram algum trabalho meu. Diga-se de passagem, foi um mês de superação e novidades. Quero deixar um desafio para vós: Façam metas de aproveitamento para o mês e metas pessoais para a semana. Depois podem contar que eu tenho café e tempo de sobra. Um beijo. 
terça-feira, 29 de janeiro de 2013 0 Diz ai!

Para alegrar o meu dia.




Sem sono, com café, com vontades, ideias, mágoas e uma porção de livros e revistas antigas ao lado, esperando uma folheada, quem sabe uma leitura completa, matar a saudade, rever pequenas anotações, lembrar de uma trajetória de vida, pessoas, lugares, sentimentos, amore, sim muitos amores. 



Acho que isso se deve a uma certa data muito importante para mim, gosto de fazer esse tipo de saudosismo, nada nostálgico, fico maravilhado ao ver meus escritos, saber que evolui aos poucos e que em meio a sofrimentos, lamentações, perdas e ganhos, soube como renovar minhas forças, trazer de volta minha alegria, filtrar aquilo que de melhor se pode, alegrando-me por me sentir um jovem rabugento, do tipo que nasceu no ano errado, acho que eu seria mais feliz vivenciando a juventude dos anos 70/80, pensei nisso pelas coisas que acabei lendo, mas Deus sabe bem o que faz, me fez assim tão do meu jeito. Gosto das minhas particularidades e alegro-me por isso. Muito importante amar-se primeiro. 



Esse texto de hoje, além de atualizar um pouco as coias por aqui, está servindo para quem sabe eu descarregar um pouco a mente, juro a vocês que estou vivendo um pouco a onda do desapego social, privando-me bem mais do que costume. Não falei que estou ficando rabugento! Mas isso é bom, muito bom mesmo. Notei que posso e devo fazer isso mais vezes, ler bem mais do que escrever. E isso remete felicidade, diminuir de peso, minimizar problemas, solucionar situações, sentir-se útil, é isso que me impulsiona. E o fato de quem sabe fazer a Hashtag #VOLTAMUNDOBLOGUEIRO!



E é isso amigos, leiam mais, compartilhem nossas ideias,as boas é claro, nem sempre estamos inspirados, nem sempre passamos o que a mente pensa! 
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013 0 Diz ai!

Riscos e suspiros!


"Eu sem você sou só desamor. Um barco sem mar, um campo sem flor. Tristeza que vai, tristeza que vem. Sem você, meu amor, eu não sou ninguém…" -
Vinícius de Moraes
Sentia-me assim por vezes, aquela necessidade gritante que me fez mudar aos poucos, tornar-me uma pessoa melhor, adquirir novos hábitos, conhecer suas amizades, identificar seu humor ou a falta dele, e aos poucos fui dando espaço para uma nova personalidade. Nunca usei como base a filosofia urbana das redes sociais, acho que fiz a junção de pensamentos, comportamentos, e odeio a modinha do maior abandonado, refletir sobre isso é uma coisa constante, mesmo que eu tenha mudado pacas, ainda resta em mim, aquela vontade de sentir-se seguro, mesmo que por inúmeras vezes senti a base forte que eu tanto queria, e na maioria das vezes, aquela inquietação,sensação de estar pisando em ovos, agradando e fazendo acontecendo, satisfazendo suas vontades. Eu que sou cheio de manias, acostumado a receber aos montes as doses de carinho, atenção e importância na vida de pessoas que amei, ou cheguei a sentir um afeto parecido, estar do outro lado da cadeira é desconfortante, saber que eu fiz isso com diversas pessoas é doloroso, uma mágoa sem reparos, quem sabe eu esteja colhendo tudo o que plantei, o inusitado disso é que vem tudo aos montes, num momento em que rompantes e barreiras não fazem o menos sentido, dialogar tudo isso é inviável, não funciona com duas pessoas que tem personalidade própria, nunca reclamei tanto,não sei, quem sabe seja a necessidade gritante de querer mudar minha vida radicalmente que esteja causando-me tudo isso, divago ideias, posturas, atitudes e ainda sou aquele bobo que parece ter quinze anos, sem saber de nada, sem perceber o que é certo ou errado, alheio as vontades, sobrevivendo de pequenos momentos, observando seus passos, deslizando nas ideias de que é uma fase e que estabilidade causa medo, não sei dos seus medos, sei dos meus, sei das renuncias que venho fazendo para manter a pose de bom menino, quando na verdade sempre tive maturidade e um orgulho próprio, em outros casos nossa dança já teria chegado ao fim tal como as outras danças.Isso é viver, aquela coisa de ter que matar um leão por dia, ou engolir sapos, que merda, já engoli muitos, diversos, de onde menos esperava e essa fase chaga ao fim, tal como no dia que decidi parar de fumar e mesmo que a necessidade de estar com um cigarro nos lábios fosse constante, tal como eu queria num intervalo de cinco ou dez minutos cada um, fui diminuindo aos poucos, quase parando! Farei o mesmo com essa carga descomunal de boas emoções, sim, farei, nem tudo que te agrada faz bem, nem tudo que é meramente bom me agrada. Usar da pouca inteligência que se tem faz parte, não somos donos da sabedoria, todos os dias algo acontece e aprendemos a conviver com isso. Por favor, tenho quase 27 e não me vejo um fracassado no amor, tampouco tenho a pretensão de sair por ai variando de camas e lugares, mas tem algo que me agrada que é cada dia poder amar-me um muito e ser feliz comigo, está nos meus planos, uma hora isso passa ou passamos, riscos e suspiros, é o que tem pra hoje! 
terça-feira, 15 de janeiro de 2013 0 Diz ai!

Dê nome aos bois.

Essa semana fui bem grosso em algumas publicações em redes sociais, falavam tanto de amor, sua importância e suas feridas, semelhavam o amor de verdade, a essas paixões de início de ano, pessoas que conhecem pessoas e em duas semanas, já estão amando incondicionalmente, e sofrendo pelos quatro cantos do quarto, fazendo da melancolia sua companheira, e essas mesmas pessoas citavam os pensadores que tinha uma ideia refinada do amor, das paixões, das desilusões amorosas, pessoas maduras, de vivência no campo bem vasta e isso doeu bastante, essa coisa de diferença de idade não importa, de forma alguma, prefiro maturidade do que tolices diárias. E quão surpreendentes as pessoas são. Prestes a completar vinte e sete anos, não sei o que é o amor de fato, mas quem sabe eu esteja bem perto de viver e isso, ou esteja vivendo e quem sabe não colhi o necessário para notar isso. Antes que tudo, amor é maturidade. 

Sim, conheço casais que vivem juntos bem mais que dez anos, um casamento bacana, toda uma doação, toda uma entrega, filhos, cachorros, contas e toda bagagem que uma união trás e elas falam sobre isso, falam sobre o amor, sobre fidelidade, tolerância, compatibilidades. A juventude está entregue a promiscuidade, as aventuras semanais, as falsas promessas de um bom futuro, quem sabe seja esse um fato ímpar que faça com que as pessoas sofram tanto, se entreguem tanto e caiam de cara no chão. Passei por várias situações, não aprendi o suficiente para poder citar num manual as regras do amor, isso vai além das fórmulas que lemos em revistas, dos textos ou crônicas nos jornais, ás vezes as pessoas esquecem que somos humanos, cada um com suas particularidades, com suas metas de vida, com seus encantos e hoje em dia raramente você abre mão do que te satisfaz para satisfazer a vontade do outro. 

O que aprendi depois de sofrer e fazer sofrer um bocado, é que amor é uma luta diária contra os outros sentimentos, é um abraço apertado com a tolerância, é aquele beijo não tão molhado com a alegria, são cócegas nos pés, algo que te irrita, é inusitado, mas que te proporciona uma felicidade de minutos. E só percebi isso quando parei de não tentar na primeira briga, na primeira discordância  no primeiro dia ruim que eu tive que enfrentar, nas crises de ciumes e as vezes que desliguei o telefone bem antes de terminar uma única frase. Tudo bem que eu não são a melhor pessoa do mundo para namorar, não, tenho muitas rompantes, ideias formadas, uma mente que viaja e umas atitudes que irritam, isso me fez concluir que se hoje estou prestes a completar nove meses de namoro é sinal que você me compreende o necessário para saber que tudo isso faz parte da nossa maturidade em conjunto. 

E é isso que eu queria que outras pessoas vivenciassem, para só depois, bem depois, falar mal do amor, ou banalizar a palavra, não acho digno a mera semelhança de amor com paixão, nem mesmo aquele tipo de sentimento que não tem nome, nem forma, esses sentimentos que apenas existem, que eu geralmente chamo de afeto. 

Vamos melhorar esse quadro, doar-se mais ao nosso amor próprio, quem sabe só depois de você amar-se incondicionalmente você terá motivos para partilhar desse sentimento tão nobre e tão complexo!
terça-feira, 8 de janeiro de 2013 0 Diz ai!

Sobre meu Blog.

Zapeando em alguns blogs, acabei sentindo-me ofendido pelo rateio em meus textos, pela maneira franca que muitas vezes falo, pelos textos desconcertados que pouca gente compreende, meu jeito particular de dizer ao meu ego que algo pode melhorar, que tudo isso vai passar e que meu blog, apesar de ser aberto ao público não é o local que você vai encontrar auto-ajuda nem ao menos o bom e velho português certinho. Escrevo do meu jeito, vivo meus textos e ainda bem que existem pessoas que gostam do que eu falo, da maneira "oca" que apresento-me na maioria das vezes, o que não me torna menos nem maior que ninguém, tampouco comparo-me com algum pensador conceituado e essas formalidades que as pessoas não ligam, mas em determinado momento da vida, fazem questão de jogar na cara que eu sou um "projeto de blogueiro".

O que é um blogueiro afinal de contas? Nem adianta procurar no 'Google' nem sair fazendo perguntas no 'Yahoo respostas' já pararão pra ver a quantidade de blogs que existem quando você busca alguma coisa, milhões de pensamentos conectados e absurdamente eloquentes! Cada blog com suas particularidade e seu público alvo, ás vezes gosto de citar algum pensador do meu agrado, pegando carona em sua ideia, tentando dizer que apoio isso ou aquilo e não gosto de plagiar os consagrados imagine só os "anônimos" quando eu também sou um anônimo. 

Fiz esse texto apenas para não receber mais e-mails dizendo que eu estou fazendo a linha "linha do tempo" não, de forma alguma, até porque tem dias que  minha vida é tão interessante que deliciosamente não fico contando vantagem por ai, nem criando um texto para servir de apoio para crises alheias, quando faço isso dedico a alguém, tomo um bom café e não espero respostas, nem comentários e muito menos elogios no fim de semana. Meu Blog... Minha vida, minha linha de pensamentos e meu jeito particular de falar. Apenas isso.
sábado, 5 de janeiro de 2013 0 Diz ai!

Hoje triste... amanhã absurdamente feliz.

Dizem que a maturidade traz consigo grandes responsabilidades e em meio as situações que a vida manda, vejo-me envolto de uma total infantilidade, perdendo o controle da situação, agindo como um adolescente apaixonado, são coisas assim que me fazem pensar, bem mais do que eu penso. Ainda sou do tempo em que atitudes valem mais que mil palavras, mais que mil declarações de amor e tudo aquilo que está fora da margem do esperado. Esse é o fato que não suporto em mim, ter que esperar aquilo que nunca terei, dou tanta atenção que isso basta, só que tudo que eu faço, espero no mínimo algo em troca, nem que seja uma ligação inusitada pra saber como as coisas estão, mas ultimamente ocupações e ligações para sair são só o que eu ouço, estou naquele ponto em que meu pé já deu o primeiro passo, já estou ficando amargurado com todas as patadas involuntárias que recebo, vejo-me possessivo, algo que nunca fui, dedico-me para alguém que abusa da minha boa vontade e tripudia do meu amor, sim, amor, porque paixões são mais fáceis de descartar, meio grosso da minha parte falar assim, mas é a realidade, amor gruda no peito e toma conta de todos os outros sentimentos.

Ás vezes fico horas conversando com alguns amigos, aconselhando, tentando mudar um quadro, sempre com palavras certas, atitudes positivas e esqueço-me disso, poderia usar os "truques" que ensino, manejar melhor meu gado, mas não sei lhe dar com minhas emoções, não que isso seja péssimo, mas é desagradável perceber que o amor tomou conta de mim, muitas vezes sinto-me omisso a esse sentimento, fraco, sem forçar para desistir de sofrer, conto ás vezes ou quem sabe o dia que senti pela ultima vez aquela sintonia bacana, aquela sensação de ser desejado em todos os sentidos, isso dói, machuca, dor no coração não tem uma cura milagrosa, o sofrimento também dizem que nos faz amadurecer, meio doloroso passar por isso, mas aprendi algumas coisas.

Nunca diga que ama alguém sem ter ouvido isso primeiro, doação de mais é atenção de menos, o sentimento de posse dá assas ao descaso, a desvantagem de reciprocidade, surge com os dias e quando isso acontece, não é nada bom. 
Pondere o ciume, sim ciume não dá pra evitar, tudo aquilo que lhe faz bem, que lhe agrada e que você toma pra si é precioso, logo isso torna-se uma coisa doentia, vemos motivos de onde não existe nada e quando existe não notamos os sinais. 
Nunca deixe de amar-se, mesmo que a balança mostre um peso que você não quer, mesmo que o espelho reflita um semblante cansado, esqueça tudo o que você já leu em matérias de auto-ajuda e beije-se, ame-se e aprenda a valorizar-se, nada mais digno do que um banho de você para seu ego nunca ficar baixo.

Ao menos notei isso, usei algumas coisas é claro e o resultado vem a longo prazo, ainda sou movido á base do "tem dias" deixo meu humor falar por mim, o que não é tão ruim, mas estou evoluindo como pessoa, e estou querendo tomar uma dose exagerada de atitude, quando fizer isso, direi qual a sensação de estar tomado por uma força maior, melhor e direta. 

Não deixe para amanhã o que foi pedido pra fazer semana passada - isso é literalmente para mim. Um beijo e fiquem bem.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013 0 Diz ai!

Apenas para um "olá"

2013 chegou, aquela vontade de mudança, radicalizar atitudes, aproveitar momentos, estar ao lado de pessoas especiais e importantes também, levei falta em alguns pontos, porém sinto-me feliz em poder já começar o ano com tudo o que tenho direito, e minhas ideias não param de surgir, outras vontades também.

Essa fome de mudança dá-se ao fato da novidade, do ato de zerar os contadores, já prevendo como será algumas áreas de emoções, apostando na sorte na maioria dos casos e renovando minha fé todos os dias. Descomplicando a vida e complicando emoções. Nunca me vi tão paralelo a situações corriqueiras, meio aéreo diria, porém estou focado em novas metas. Desejo que o ano de vocês seja proveitoso em todos os sentidos, chega de solidão, desânimo, falta de amor próprio, chega de descompasso na vida, vamos evoluir amigos, vamos ser felizes, vamos fazer dos pequenos momentos, grandiosas oportunidades. Façamos nossa felicidade sem ter que dedicar cada alegria a uma única pessoa e se for pra dedicar, que a pessoa seja você. Fiquem bem, fiquem tranquilo, fiquem felizes. 
terça-feira, 25 de dezembro de 2012 0 Diz ai!

Trata-se de atitudes.

Queria começar esse texto fazendo uma retrospectiva do que vivi esse ano, das coisas boas e ruins que eu vivenciei, essa coisa de celebrar e aprender com os erros, mas como isso é uma coisa diária, vamos deixar isso para o aplicativo do #Facebook, que destaca as vinte coisas mais bacanas do seu ano (o resto é balela, risos) Mas queria mesmo escrever algo sobre esse ano, e levando ainda nessa pegada de sentimentos e provações, acabei lendo um desses textos que ninguém assina com medo ou receio da rejeição cultural:


"Meninos dão bombons, homens dão segurança. Meninos mandam mensagens, homens ligam. Meninos falam, homens conversam. Meninos ignoram quando estão com os amigos, homens apresentam. Meninos brigam com os caras que chegam em você, homens apenas abraçam mostrando com quem você está. Meninos avisam baladas, homens te buscam pra festa. Meninos não pedem desculpas, homens te reconquistam TODOS OS DIAS"


Tenho cá minhas duvidas a respeito desse texto, é uma coisa fofa para ler, porém na prática a coisa não é bem assim, vejo por outro lado, tomo isso como maturidade, sabedoria em apreciar o que te satisfaz e proteger aquilo que se deseja. Passei oito messes desse ano numa balança de sentimentos, culpas, entregas, degustações e limitações, não consegui balancear as coisas, sempre eu exagerava nos cuidados ou relaxava no desapego, a sensação que sinto é a mesma de fazer parte de um relacionamento onde tudo o que você possa imaginar já caiu numa rotina sem igual, não tenho mais aquela vontade de surpreender com uma novidade, já não aceito ou faço declarações de amor porque o amor está morno, e só compreende o que de fato é declaração de amor, quem sente-se amado. 

Uma coisa que ouvi outro dia, e disso nunca esquecerei é que: A certeza de saber que alguém te ama, dá a ela o direito de pensar quem já tem total domínio sobre seu coração. Achei a coisa mais tola desde que mudaram o roteirista de " A grande família" como assim alguém vai colocar-te rédeas e fazer e acontecer e você aceitar tudo? Só se isso fizer parte de alguma fantasia masoquista, porque no meu mundo o amor, o carinho a atenção tem que ser na mesma proporção, isso inclui cuidados e ciumes que não adianta negar, todos sentimos doses cavalares de cada sentimento no momento certo ou oportuno. Isso só me fez crescer, aprendi sofrendo, mas aprendi que não é assim que a banda toca. 

Outro fato importante é que por mais limitações que eu tenha e por mais grilado que eu seja com alguma coisa, é melhor ficar calado do que externar aquilo que tenho grande mágoa ou vergonha, as pessoas usam isso a favor delas. E voltando as comparações, vejo tudo isso como questão de maturidade mesmo, hoje posso dizer com experiência na área que já vi jovens de atitudes e pessoas maduras comedidas, cercadas de medos, travas, manias e a incapacidade de ser fiel a quem se gosta. Vejo idade como números que servem para mostrar que o tempo não para, que temos que passar por situações, reviver quando preciso e colher os frutos daquilo que plantamos. Apenas isso. Logo e assim, quero que o ano que está chegando, traga-me sanidade mental, fortalecimento, saúde, sucesso e muita sabedoria para poder lhe dar com pessoas e situações. Cada ano ganho mais experiência de vida e sei separar isso da idade.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012 0 Diz ai!

Leio, logo existo.

E pensando nisso cheguei a real conclusão que preciso ler desesperadamente para não cair numa rotina insana, tenho que ler, assistir os videos de alguns escritores que estão expondo suas ideias de outras maneiras e filtrar aquilo que gosto, aquilo que eu preciso e aliviar o estres dos dias. Ao contrário dos outros dias, hoje sinto-me em paz comigo, com minhas ideias, minhas atitudes relaxei quando encontrei essa página aqui "Leio, logo existo." onde consegui ver a reunião de pensamentos, textos e frases que levantaram meu ânimo. E pensei: As pessoas deveriam ler mais, conversar mais e transbordar sua sabedoria.

Sim, na maioria das vezes pego-me pensando em como é bom sentar numa cafeteria, reunir os amigos que tem uma linha de pensamento diferente e falar sobre "50 tons de cinza" como foi bom assistir "Comer, rezar e amar" saber que a vitória de um time de futebol mobiliza bem mais que o lançamento de um livro e rir da vida, do acaso, das possibilidades, deixando del lado a garga pesada que é viver, ter problemas, resolver coisas lhe dar com pessoas, sofrer rejeições, fracassar num projeto, ser demitido... Coisas que consomem nossa alma, e usurpam nossa felicidade. 

Se bem que cada pessoa é feliz do seu jeito, amam incondicionalmente coisas que outras pessoas não ama, e é isso que faz o mundo ter um rendimento maior, poder escolher, fazer sem ter que dar explicações. E no meu caso é isso, ler liberta minhas tenções, não apenas vendo o lado do aprendizado, más filtrando outras opiniões, sabendo de situações, evoluindo com isso. 

Tinha um texto sobre situações que vive no fim de semana, nada bonito e verde bebê, quem dera, um texto que num futuro não muito distante, irei ler e reviver cada palavrinha, cada situação, cada decepção que não foram poucas, mas nos blogs que acompanho, as pessoas por lá estão sofrendo de certa maneira e para fazer diferente, e ainda bem que as pessoas compartilham o que preciso, cá estou satisfeito e usado uma espécie de película em tudo que vivi por esses dia. Ainda lendo algo de Paulo Coelho, ainda terminando um portfólio... Ainda pisando em ovos no amor. Beijos e poesias... Vinhos e chocolates, beijos e amasso. Fiquem bem. 
sexta-feira, 30 de novembro de 2012 0 Diz ai!

Beirando os 30

Chega uma fase na vida de qualquer pessoa que estabilidade torna-se bem mais importante do que sentir-se desejado(a) por onde passa, essa coisa de ganhar olhares não é mais o foco que gera emoções, vejo algo entre o amor e a cumplicidade entre duas pessoas. Sim, por um ou outro motivo, pensei nisso agora pouco.

Passamos a vida buscando encontrar nossa metade, nossa "alma gêmea" e como numa espécie de peneira imaginária, vamos "peneirando" pessoas, colhendo o que de bom elas tem a nos oferecer, ensinando e aprendendo coisas, ganhando confiança e deixando partir, e a cada despedida essa pessoa deixa em nós, fragmentos fortes que vão anexando em nossa personalidade, modificando aos poucos e tornando-nos mais exigentes, comedidos, cauteloso, pegajosos, intimidados e uma garga extra que vai variando de pessoa pra pessoa. Já não sei quantas vezes mudei meu discurso de reprovação depois de um mal entendido e que diante a um pedido de desculpas sincero eu recuava e guardava no meu íntimo tudo aquilo que queria dizer, esse controle que vem com o tempo, toda serenidade tem um limite, ninguém aguenta ofensas e estouros calados, chaga a hora em que temos que por em pratos limpos, todos os assuntos que sempre sentimos vontade de falar, só faltava coragem para dar o primeiro passo.

E a vida segue, um dia feliz, outro nem tanto, mas a verdade absoluta é que ninguém quer ser feliz sozinho, todos queremos alguém para suprir nossas necessidades, para sentirmos mais importante e fazer falta na vida de alguém, mais não é qualquer pessoa que mereça isso, sim, quando você menos espera, é chegado o momento que você exige exclusividade,  nem falo de "casamento" porque essa palavra tem um peso  maior que a quantidade de letras, quando amor acontece ele não chega sozinho, com ele vem o ciume, a proteção, a satisfação, os prazeres, as modificações, e quando sentimos que temos tudo isso, é sinal de que o amor que foi o primeiro a ser citado, agora é que se faz presente, agora é ele que domina a nossa razão, e passamos a ser dependentes daquela pessoa, no sentido emocional da coisa é claro. E é nesse instante que você ouve o estalo, e desperta pra realidade, e você quer tudo isso, você fez por merecer viver cada momento bom, cada situação complicada, cada situação resolvida, e a falta dessa segurança causa esse buraco no coração, ou essa necessidade de ouvir com todas as letras e com o eco que o coração produz um: EU TE AMO sincero, honesto, gratuito, gentilmente oferecido. 

E a maturidade encarrega-se de conduzir as coisas, você depara-se com a ausência dos cinco minutos de preocupação, da estabilidade física e mental do outro, e você permite-se a viver isso. Não é fácil chegar nesse nível da vida, os atropelos e limitações são muitos, também não é uma regra você só para pra ser único na vida de alguém depois de ter dormido com a cidade inteira. Cada caso é um caso e cada pessoa escolhe um estilo de vida, eu escolhi escolher-me primeiro, dar-me muito amor e amar cada pedaço de mim, ai sim, terei o privilégio de poder compartilhar tudo isso, más pelo que vejo, tá mais perto do que eu possa imaginar. 

Você tem metas na vida, sim, eu sei que tem, encaixe essa também, permita-se a isso e o resultado será intenso.
segunda-feira, 19 de novembro de 2012 0 Diz ai!

You, it's you and me

Nem sempre é num café no fim da tarde que eu paro para refletir erros e acertos da minha vida, divago meus momentos em qualquer turno do dia, em qualquer alteração de humor, em alguma situação nova que apresenta-se diferente, perturbando meu alicerce e criando novas atitudes, novos hábitos, essas coisas que geram o momento.

Entre uma taça de vinho e uma mordida no chocolate, peguei-me ouvindo Placebo, recordo um passado não tão distante, lembrando e lamentando como teria sido se eu não fosse tão "sentimentalista" tão agridoce, tão repulsivo, se eu não fosse tão "eu", e vejo que de alguns anos para cá, mudei tanto, tornei-me alguém melhor, sem viver um drama ímpar que ganhe o troféu de modificador do ano, os "muitos" que vivi, compõe esse todo que eu sou e é interessante analisar isso, ver o quanto podemos vencer nos pequenos obstáculos que a vida joga. E no sentimento que brota todos os dias, veio-me essa vontade perturbadora de querer saber onde estou "pisando" analisando que ás vezes um passo que dou ao seu encontro geram quatro distanciando-me do que eu realmente quero, e nesse vendaval de emoções, resta-me algumas verdades absolutas, coisas que por mais nobre que parecem, ao teus olhos passam a forma mais agressiva do ato.

Parei com muita coisa, depois que eu percebi que esse "lance" é assim: Você, e bem depois de uma série de ocupações, frustrações, distanciamento é que vem o você e eu, sim, sempre você á frente de tudo, e eu como um antagonista de minha própria vida e escolhas, sabendo que você foi uma escolha e não alternativa, nunca lhe tratei como tal, renunciei coisas que hoje posso enumerar e sem ter um arrependimento maior, arrependo-me de segurar tua mão e correr para esse lago abstrato em que me encontro. Cada dia uma nova (NOVA) situação, cada passo errado uma lacuna maior se forma em nosso meio, esse mesmo meio que divido com você e sua porção X de amigos, fiéis de brigas e defesas.

E tinha esquecido-me o quão bom é ser como eu sou, sim, gosto das minhas particularidades, desse meu mundo ou universo particular que só eu me vejo, que só eu me basto, que só eu me agrado.  E sem dar-te o direito de ter causado esse maremoto em minha vida emocional, vejo bem que fui eu a pessoa que acreditou e idealizou uma pessoa que você nunca poderá ser, você é do tipo sem medidas, sem freios e de muitas alterações, não posso competir com isso, seria injusto, seria mais uma ideia banal dessa minha mente viajante.

Recolho-me no direito de não ter mais que importa com o que você venha ou deixou de fazer, é bom reconhecer os nossos erros, saber quando pesamos na vida de alguém, mesmo que você queira isso, queira quem sabe tripudiar mais ainda do que já tem, eu jogo a minha toalha e sentado no piso do meu quarto, saboreando um vinho de marca duvidosa e sabendo das calorias adquiridas nessa barra de chocolate, embriagando-me com as musicas do Placebo  jogo a toalha mesmo e recolhe-me na minha total insuficiência. 
sexta-feira, 16 de novembro de 2012 0 Diz ai!

Rendo-me aos meus sentimentos, meus!



Sentia minhas pernas tremendo, coração acelerado, meus olhos miravam para todos os lados, esperando ver você surgir de qualquer parte, seu jeito de caminhar apressado me instigava, sua altura perfeita, a sincronia nas mãos, um abraço, um olhar de satisfação e naquele instante, comecei a me apaixonar por você, era como se fosse a primeira vez que me apaixonava, me esqueci de como era sentir essas emoções, quase mudo, pouco conversei, souber ser aquele ouvinte sereno, algumas gargalhadas e nessa brincadeira de adolescente, já passamos dos seis meses de namoro, no segundo dia já fui apresentado como "meu namorado" e o turbilhão de emoções só fazia crescer, fui descobrindo suas particularidades, suas manias, dedicando-me a ser a pessoa que você deveria contar em qualquer situação de sua vida. Além de namorado, queria ser lembrado como o fiel amigo... Tudo balela, muita balela pra pouca ocasião.

Gostar de você foi fácil, complicado está sendo te redescobrir, sentir falta daquilo que os populares chamam de "flores iniciais" deparo-me agora com os espinhos, sua indiferença e seus mistérios que querendo, acadei a descobrir, descobri não foi tão complicado quanto ao fato de você omitir as verdades absolutas que eu já sabia, só queria uma confirmação honesta, uma explicação fútil. Qualquer coisa que eu voltasse a sentir que mesmo não estando todos os dias ao teu lado, meu coração inquieto, poderia sossegar sabendo que naquele coração seu, agora já não tem espaço para um novo amor, meu coração cheio e repleto de carinho estava seguro de que ali, naquele seu peito macio ele estaria seguro. Mais balela!

Não, não estamos apenas de crises sociais, as crises emocionais pouco comentadas na mídia só visam a indiferença  uma separação repentina e uma reconciliação tola, juras de amor sem nexo e passado isso, tudo volta a ter a forma degradante das emoções, não que mais nada me agrada em você, mais forma seus costumes que deixaram-me assim, centrado em cada indiferença e quando sou eu que faço coisas, se tivesse uma penalidade para quem se importa de mais com se ama, eu estaria pagando caro ás vezes que deduzi e acertei em cheio nas desconfianças. Achei uma infantilidade da minha parte tratar-te como te tratei, maturidade bacana é chegar, sentar e dialogar sobre nossas aflições, e olha que eu tentei, por inúmeras vezes, mais você se esquiva de tudo, como se seu passado não refletisse em seu presente e abalasse tudo aquilo que você ajudou a construir.

Cansei de carregar pesos e erros, de vestir a capa de ciumento e inconveniente  se você soube ganhar-me com todo seu cuidado, carinho e atenção, digo-lhe que já me perde com a indiferença, com as pequenas mentiras, com o jeito frio de não saber conversar o que se passa, com tudo aquilo que já faz falta... Enojo-me  por isso, fiz um esforço hercúleo em vão, da minha parte existe uma mágoa, no dia que fui munido de coragem para dar um fim nessa história toda, você soube de uma maneira tranquila, expor alguns motivos que travaram minha decisão "não me deixe não, por favor" só queria saber que parte desse pedido existiu uma dose de verdade, sim, eu gostaria de saber onde e com quem eu estou namorando? Até quando mais mistérios? Até quando mais situações estressantes? E de pensar que quando "reclamei" da sua falta de atenção comigo você falou que " há... no início eu marcava mais em cima porque tinha muito medo de perder... más agora você me pertence" Não, não é bem assim que a coisa funciona, gosto dessa coisa da entrega, gosto de saber que alguém se importa comigo de verdade, que nem que seja em algum momento do dia você pare, pense... e imagine como estou, o que estou fazendo, quem está comigo... Mais pensando bem, isso é pedir muito, já que agora tenho sua nova personalidade para desvendar, posso não me dar ao luxo de não querer passar por isso, e não quero, não que eu seja fraco, mais porque existe em mim, aquele amor próprio, sim, amo-me bem mais que a você, é claro que eu não me basto, mais posso conviver com a solidão, até que o ciclo passe e em meio a novos caminhos, quem sabe exista um novo cruzamento, uma nova pessoa, uma nova situação. É um risco que estou disposto a passar!
quarta-feira, 14 de novembro de 2012 0 Diz ai!

Quando eu me encontrar.

Os dias e suas situações, mudei tanto nas atitudes que acabei perdendo-me nesse percurso louco e minúsculo da minha vida, mas o fato é: Perdi minha identidade social. Como foi que eu deixei isso acontecer? Acho que foi quando parei de viver minha vida e comecei a absorver a sua, suas manias, seu gosto musical, suas rompantes estranhas, mesmo sabendo que já tenho uma carga razoável, mais acabei tornando-me parte dessa sua vida louca. E que louca é sua vida.

Uma vez li em algum post do Facebook de alguém que não devemos mudar por ninguém, quem sabe melhorar alguma coisa para facilitar o convívio, banal pensar nisso, mais é uma solução cogitada, algo como desprendimento de alguns hábitos  o engajamento de novas rotinas, essa troca mutua para fazer uma personalidade em conjunto. Mais não é fácil, o caminho é árduo, tem a parte da doação que também tem que ser uma coisa reciproca e hoje em dia,é  nesse barco que eu queria que você estivesse, tolice a minha, eu quem remava sozinho, fiz um esforço inútil, não sei quando e como deixei que a correnteza levasse o nosso barquinho direto para a cachoeira. Mais ele foi, não muito tranquilo, e em queda livre, soltamos nossas mãos e a coisa desandou. Minha personalidade ou aquilo que podemos chamar de "nosso eu" foi junto. 

Nunca me vi tão amargo e inquieto como me vejo hoje, sim, pensar em não ter mais que mapear seus passos dá uma angustia maior, um vazio necessário que eu sempre nutria por qualquer pessoa, aquele desprendimento básico que faz a coisa manter uma certa harmonia. Assim, nem uso muito isso no geral, porque cada pessoa tem um jeito particular de lhe dar com qualquer situação e no meu caso que é um dos mais perdidos, sou eu a parte romântica e quem gosta de fazer a base firme na relação. E como tantas bases que sustentaram grandes monumentos nessa vida, sinto-me sujo, pichado, cheio de poeira, buracos, lixo e o acumulo de lamentações escritas com carvão por toda base. 

Sim, é exatamente assim que vejo-me nesse momento, a vaidade não é a mesma, as prioridades são outras, dos meus sonhos, que são muitos, ainda abri espaço para os nossos sonhos e planos conjuntos, pensei num futuro sem almejar o presente, sei lá, fiz aquilo que o coração bobo pedia, aquela parte da doação que você não sente o quanto está doando-se, e não, não teve um fim, nem pausas, mais teve esse sopro de verdade, essa olhada no espelho ara eu ver meu reflexo cansado, abatido e desprendido. 

Volte logo ao que você é Joselito! Essa frase me persegue todo instante, e eu vou voltar, sim, porque gosto bem mais quando eu posso ser quem eu sou, fazer o que gosto e quando quero. Não ter que atribuir minha felicidade ao seu humor inconstante. Vou começar pelas beiradas assim como qualquer outra pessoa, os primeiros passos já estão sendo dados e vou ver o que acontece, vou ver se me encontro, mais estou vendo isso devagar, assim como também deixei de ser e fazer!

Cansado, porém renovando tudo aquilo que está sujo e já não me serve!
terça-feira, 6 de novembro de 2012 0 Diz ai!

Voltando ao início de meus sonhos.




Pensava que era isso, mais era aquilo, quando achava que aquilo era o que iria acontecer, deparava-me com o isso e minha vida tornou-se um mar oscilante, onde o que eu penso não coincide muito com o que eu faço e ás vezes o que eu faço nem sempre é aquilo que você espera.
Odeio ter que pensar em "você" como o todo que eu idealizo, pessoas são bem menos que emoções, são atitudes reveladas com o corriqueiro, o que nem sempre me agrada. Mais quem disse que você sabe do meu querer e absorve meu agrado? Sinto-me em uma banheira cheia de água, sais de banho, e quase sempre você passa em mim, um esfoliante que chega tirando tudo aquilo de bom que o momento proporciona. Esperar a tal reciprocidade é como deslizar no sabão, numa sala escura sem saber onde e quando você vai esbarrar numa parede segura que irá amparar seus pés e amortecer seu deslize, sim, deslizes é assim que sinto-me cada vez que de sua boca as três palavrinhas mentirosas são pronunciadas. 

Ai me pergunto como e de onde vem minha permissão para que tudo isso aconteça, quem sabe meu sentimentalismo barato seja maior que minha consciência erronia,  sim, ás vezes falo muito, agrado muito, faço do muito que a olhos alheios é pouco, mesquinho, sem jeito e sem forma. Esqueci de mim, minhas vontades, minhas prioridades e dediquei-me a você da brutal maneira que me abandonei no seu tempo.

Mais nunca é tarde para frear tudo isso, buscar no espelho mais próximo meu reflexo esquecido, notar que existe um amor que só eu posso dar-me que só eu sei que não vai doer, só eu sei que irá existir aquilo que eu quero e vou me amar bem mais do que antes, ser quem eu sou e não ser quem você espera que eu seja. Quando na verdade não faço ideia de quem você quer que eu seja, mais eu sei quem eu quero ser, eu sei quem já sou, e a pessoa que eu pretendo torna-me é bem mais do que você imagina que eu possa ser. 

Quem dera o tempo que eu me dedicava mais... Quem dera. 
domingo, 14 de outubro de 2012 0 Diz ai!

Quem sabe - texto dedicado a vc #CR

Tinha medo de escuro, superei isso depois que aprendi que no escuro, podemos revelar nossos maiores segredos, o escuro que não muito escuro, ainda posso saber como me olhas, como me desejas, onde posso tocar teu corpo e entrar noutro universo. Superei um medo e descobri novos desejos. Andei mapeando minha vida, os lugares, as pessoas, os amores, sim os amores, cada pessoa que passa em nossa vida deixa um rastro que só tempo nos ajuda a percorrer sem medo ou receio do novo e complicado. Cada passo que eu dava recordando esses momentos, era como sentir aquele mesmo sentimento, mas ao mesmo tempo, não me afetava tanto. Não como hoje eu toco em tua pele e sinto o calor que emana de teus poros. O passado poderia ser uma prisão com chave, mas não é, cada movimento voluntário que eu faço, tento melhorar meu jeito apressado e desconfiado de ser. O passado ensinou-me a sobreviver a determinados perigos, e hoje eu causo um certo perigo, não a você, mas a mim, só eu sei o que é isso, nada comparado as minhas rompantes sem fim, mas só eu sei.

Tinha medo do mar, tão grande, violento e misterioso, mas descobri que tenho meus mistérios, participo de jogos emocionais que a vida manda, sou jogador e sou parte do jogo, nunca usado porque assim como o mar oferece um certo "lazer" ele envolve dando segurança, mas encobre com isso, os perigos de estar ali. E eu sou mar, ás vezes sereno, tranquilo, bom de estar por perto, ás vezes sem tempestade, mas com grandes agitações, apresento-me frágil, ponderado e comedido, mas sei dos perigos que posso te passar. 

Ás vezes sou fogo, e quando você chega com sua frieza, eu sei como e quando derreter todo esse seu gelo, mas não esqueça que esse mesmo fogo que te esquenta, pode queimar tua pele bem antes de teu corpo perceber tudo isso. Sou uma porção de coisas assim como você, somos uma espécie de combinação perigosa. Mas eu gosto de correr perigo, gosto de nem sempre saber onde estou pisando. Superei tanta coisa nessa vida, venci obstáculos, externei minhas emoções da melhor forma possível e noto que estou pronto para seguir o curso do rio, me jogar nesse mar de sentimentos que você me apresentou, não está fácil, existe medo, rancor e muitos freios nesse percurso. 

Não quero ser um amor inventado, nem ser aquilo que você espera que eu seja, quero ser apenas eu, do jeito que eu sou, do jeito que Deus me fez e se te conquistei do jeito que sou, quem sabe você já tenha gostado, quem sabe foi naquele momento que a semente do amor começou a brotar, quem sabe exista de fato a reciprocidade que tanto espero, quem sabe!
0 Diz ai!

Eu gosto de você assim como você é!

Sweet Dreams (Are Made of This) by Eurythmics on Grooveshark



E quem nunca quis ouvir essas palavras sendo pronunciadas da boca de alguém que te beija, te afaga, te seduz, te devora.... O mal da humanidade é não se permitir, mas sim se aproveitar. Muito louco e confuso isso não é, mas vamos lá.

Quem nunca buscou o amor de sua vida e depositou naquela pessoa quem sabe todas as suas fichas? Ao menos eu já fiz isso algumas vezes, me permiti a isso, me entreguei as maiores e melhores situações que a vida pode oferecer, algumas vezes isso durou mais de um mês, noutras não passou de alguns dias e eu me perguntava como e quando eu errei, deixei de fazer o certo, passei de admirável para descartado, questionamentos que até hoje não sei as respostas. Depois que as pessoas passaram a rotular momentos tudo ficou meio intenso, só que sem graça. A pressa em fazer acontecer tirou todo o charme da conquista, da descoberta, rede social virou bagunça, qualquer bom dia com mais carinho já torna-se uma cantada, e são elas que fazem a coisa desandar, não sei, é muita gente procurando o amor de sua vida, amando a cada segundo desistindo de sonhos, deixando de viver sua vida para viver a vida do outro. Nada mais egoísta do que isso, mas são fatos, odeio apontar os defeitos dos outros, porque sei bem os meus, mas a vida é assim.

Somos instruídos a querer sempre o melhor, ou o mais agradável, a medida que sofremos com emoções, passamos a ser mais exigentes, distanciando quem de fato quer dividir o seu melhor conosco. Mas tem muita gente que se perdeu no tempo, valorizou de mais o produto e perdeu de viver um grande amor pelos status que a sociedade considera interessante. Sou meio suspeito a falar sobre o assunto, conheci muitas pessoas, dialoguei sobre muitos assuntos, participei de situações que me ajudaram a perceber isso, todo mundo quer ser amado, quer amar e ser feliz, mas se n tiver um carro não presta, se for magro(a), gordo(a), feio(a), tímido(a), maduro(a) e por ai vai, enes fatores, conheci pessoas que não namoraram determinada pessoa porque ela não era adequada para os amigos, como se fossem os amigos que iriam compartilhar toda uma vida ao seu lado. Todos nós fazemos nossa parte, hoje em dia depois da bagunça que virou conhecer alguém cada um que seja mais comedido, reservado, apressado e desconfiado. Não é fácil manter um relacionamento hoje em dia, quem tiver o seu, converse, participe, diga antes que as duvidas consumam sua curiosidade e acabe criando um mundo imaginário onde nada de bom acontece. Evite pessoas negativas, junte-se aqueles que querem ver seu sucesso, escolha a pessoa por amor e não por status, escolha quem te faça mudar para melhor, quem se interessa pra saber do seu dia, que te liga quando você menos espera, que queira a felicidade conjunta. Existem pessoas assim, basta permitir-se a enxergar isso, ai quem sabe o "eu te amo" seja reciproco, quem sabe o que você vê como indiferença seja aquilo que te destacou na multidão. Mas permita-se mesmo, mesmo que as pessoas o ignorem, mesmo que as dificuldades apareçam, mesmo que não pareça amor e está só precisando de um pouco mais de doação para acontecer, mas por favor, permita-se ao desconhecido, jogue-se no inusitado e invista no que seu coração pedir!

Deus nos fez diferentes para que pudéssemos buscar no outro aquilo que irá nos completar, não queira passar uma vida pensando no que poderia ser, seja e pronto!
terça-feira, 18 de setembro de 2012 0 Diz ai!

É só uma fase.

Black rain by Keane on Grooveshark
Ás vezes gosto de decepcionar-me com meus pensamentos e do jeito que idealizo pessoas, mas não sem uma base que dá inicio a tudo, existe um momento na conquista que o tempo não deixa protelar, aquela coisa da entrega, a atenção redobrada, os cuidados em sinalizar que mesmo a 30 minutos de distância querer dar notícias e ser lembrado, desejado, e marcar território. Fazendo-me ter apenas uma escolha e acertar em cheio suas expectativas, e o entanto, depois que isso é feito, vem o acaso, a falta, onde e como aconteceu? Na minha mente é claro, sempre li que "tudo no inicio são flores" mas nunca me permiti a crer nisso, quem sabe depois de cinco anos de uma amor estranho eu tenha ficado inerte a perceber certas coisas. fechando-me ao real, sugando os fatos, mas iludindo-me com o prático. E olha que não sou tão prático assim. 

Mas voltando as flores, como alguém já falou, elas tem espinhos, percebi isso quando sem querer  fui sentindo as furadas que vieram desenfreadamente, deixando uma personalidade cair, deixando um novo ser apresentar-se em sua forma real, sem todo aquele charme, sem todo aquele carinho, sem todo aquele amor. Doí bastante lembrar isso, é uma dor que agora eu quero sim expor tudo isso, de todas ás mágoas que já vive essa sem duvidas machucou mais. Nunca fui tão santo, longe disso, mas sempre fui ponderado nas palavras, quando não gostava, apenas dava um jeito de mudar de assunto, camuflar o modo de dizer e a vida seguia seu curso, mas ouvir algo como "Mas esse é meu jeito, eu sou assim, eu gosto muito de você, mas toda aquela atenção, era pra você saber que eu quero você, agora já tenho, você é meu" Tem quem goste de ouvir isso, sentir-se bem, mas meu bem eu sou de aquário, sigo algumas regras e minha mente promove um universo que pouca gente consegue habitar, eu pertenço-me, eu me aturo, eu me odeio e o mais importante, eu me amo. Sim, com todas as minhas forças, pareço fraco por pensar em tudo que você jamais iria pensar, mas como você tem suas particularidades eu tenho as minhas e não entendi poque meu lado amoroso brotou tanto em você, vejo-me um total desconhecido, mas quem me conhece, sabe que eu gosto de ser lembrado, um torpedo, um e-mail (ninguém manda mais carta hoje em dia) uma ligação inesperada, quem não gosta de ser surpreendido? Não tinha rotina antes dessas palavras, mas hoje em dia vejo isso, sinto na pele e pior ainda, no coração. 

Já passou o tempo que sempre eu dava o primeiro passo, sempre eu ligava querendo saber de tudo ou apenas ouvir tua voz, notei que já me doei muito, quero ser amado de verdade, quero ser lembrado sem uma hora certa para isso acontecer, e não é pedir muito, não é tão ruim gostar de mim do jeito que eu sou, eu aceito as pessoas como elas são, apaixono-me pelo que poucas pessoas notam. Posso parecer um tremendo idiota ao falar isso, mas eu quero sentir as emoções mais profundas. Hoje em dia é coisa rara, hoje em dia o prático é mais interessante, mas digo, não sou assim, sou todo á moda antiga, gostem ou não, e eu mudo, mudo a cada segundo, meu humor, meu amor, minhas emoções são assim.

Mas aprenderei com tudo isso, e não, não teve um fim, nem eu quero, apenas estou quem sabe aprendendo com tudo isso, já falei muito, já nem sei qual rumo esse texto está tomando, mas estou cansado disso tudo, quero novidade, quero aquilo que você já foi um dia, apenas quero, se sou mimado ou egoísta, quem sabe, mas quero assim mesmo.
domingo, 9 de setembro de 2012 0 Diz ai!

Sempre o tempo.

Adoro minhas loucuras emocionais onde só eu me vejo, onde só eu me engano, e só eu me concerto. Adoro as tempestades que me fazem vibrar de medo e engradecer de esperança, é isso que define as etapas em nossas vidas, não se pode, leiam bem, não se pode ser feliz a vida inteira, existem as rompantes que surgem para acarretar alguns problemas e é nesse momento que você se descobre forte e/ou capaz de seguir adiante. Nada como os dias, as musicas e doses generosas de realidade para dar aquele "up" necessário para neutralizar as afetações. Soa meio pungente, mas é assim mesmo.

Tive um breve encontro com o acaso, ele sempre apronta as melhores situações em minha vida, aquele medo aparece, quando você pensa que seu encanto ficou fraco ou quando você sente-se sem charme algum, eis que surge a descoberta do agora, o agora que te salva da solidão a dois! Odeio comparar problemas, porque cada pessoa tem sua cota de loucura para suportar, seria injusto comparar tudo o que eu vivo, vendo de longe os dilemas alheios, mas sei bem o quanto sofri, comparado a grande massa que existe, quase não sofro, grande parte surge aqui em minha mente e o resto é balela que com o tempo se encaixa e dou risada do acontecido. Amadurecer é uma arte, sobreviver se torna um confronto onde você não perde, mas acaba protelando suas metas.

Mas não querendo perder o foco, ou já perdi não sei ao certo. Amadurecer não é só ter seu emprego, administrar melhor seu tempo nem apenas se tornar um membro ativo na familia, é bem mais que isso. Com a idade, aprendemos a nos respeitar bem mais do que antes, os dias de desapego total aparecem com mais frequencia, reclamamos tanto da vida que temos, sem ao menos dar créditos as lutas que vencemos. E o tempo mostra como devemos ser, agir, suportar, ignorar e separar. Tarefa dolorosa para quem quer tudo para ontem. Perdemos boa parte da vida dando altos valores a dilemas pequenos, questionamentos que nem o tempo resolve, sobrevivemos a maremotos, mal notamos a destruição da nossa personalidade, sabemos que podemos melhorar, mas  só fazemos isso quando tudo anda meio nublado, onde não encontramos uma saída, onde o "nada" torna-se tudo que temos. E apressamos as ideias, sugerimos novos rumos, novas metas, na esperança incerta de acertar. O cronograma da vida não é fácil, nem simples, mas temos que passar por isso, ou bem mais que isso, tempo, sem duvidas ele continua sendo o mestre de todas as horas, todas as situações. Com ele a carga de paciência aumenta, e a maturidade aflora, eu passei por isso, muitos outros passaram também, cada um de nós com sua história e trajetória... cada um de nós com sua vida para conta. Tempo, sempre o tempo para curar...
 
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